segunda-feira, 6 de maio de 2013

II

Assim dizia a carta debaixo do braço do sujeito:

Meu nome é Paloma,
e tenho um par de asas.
Tenho esta mochila,
e nela muitas cartas.
Meu ofício é entregá-las:
e esta é para ti.


Talvez um dia acordasse do seu sono profundo, na sombra daquela árvore, e um dia, na volta do caminho, ele e Paloma se encontrassem. Ele a notando, sairia da sombra, levantaria o braço. Paloma longe, longe, de campos distantes o avistava, descia ao seu encontro, e, da mão que a resposta prendia, com o bico a segurava, e mais voava e mais voava, ler sentada nas nuvens o que dizia. Talvez um dia da sombra ela o avistasse...

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